D’UM ALCAIDE ESTUMANDO MASTINS

 

Próprio dos títeres...

Soe acontecer que é dado aos alcaides [1] cria-los, aos mastins [2], mantê-los com os impostos extorquidos às menores-valias, e estumá-los [3] contra as massas a pedirem mais pão e menor labuta...

Não! Não estamos falando da baixa idade-média e nem de seus barões recém emflamulados, ainda semibárbaros, semibandidos, e seminobres.

Falamos de um gerente de nível 0,01 , alcaide-mor de uma metrópole do século XXI...

Estando um estamento proletário a reivindicar melhores condições jornais, e não convindo que a plebe se arvore em tais iniciativas, pois o alastramento às demais castas tenderia a ser altamente pernicioso ao status quo de pseudomandatário, soltemos-lhes os cães!

Convenientemente a mídia de maior-valia, exatamente aquela que mais cobra pelas serventias de arauto e proclames, nem teria porque espelhar as verdades nos fatos, se e quando desfavoráveis aos coronéis...

Será que assim se manterão quando de suas (dos gerentes) exéquias políticas e subseqüentes ostracismos?

À evidência que “rei morto rei posto!”.

 

Sim...!

Falamos de semipolíticos... desta mazela virótica, pútrida escória humana que grassa da pestilência que devastou, qual há cem anos a mesma urbe; como se a espanhola fosse. O nefasto micro-ser extingui já, como conveniente a um ebola, avassaladoramente, toda uma geração de político que supúnhamos virem a ser a matriz da redenção nacional.

Mas, voltemos aos vassalos, estes comprados à custa das burras públicas, atiçados servilmente ao mando do adestrador/amestrador.

Seriam nossos colegas? Se ao público serviço, são servidores públicos?

Ora, de sua nominia, “Guarda Alcaide-Patrimonial”, haveríamos que tanto deduzir. Como todo servidor público, terá sido legal, imparcial, moral e eficientemente concursado, selecionado, e nomeado... naaaaaão?

Mas, não estão à disposição da defesa do patrimônio comunitário? Aaaaaah... também não!

Agora entendi: como são jagunços aos serviços dos coronéis (travestidos de gerentes 0.01, 0,001, 0,001, e menores), não é necessário o concurso, senão que o seu concurso aos interesses político-sociais de quem os paga (independentemente de o dinheiro ser expropriado).

Então ta!

 

Seria humorística a efeméride ficcional, não fosse crônica da véspera de hoje! Disse-o por aqui, e di-lo-ei quantas outras mais vezes necessárias: os generais (do passado!?) em seus pijamas, tecidos, ou lenhoso (que lhes caem muito bem quando neles caem) estarão a se contorcer de ciúmes e invejas.

Perguntar-se-ão: – como fomos suplantados por estes comunistóides?

 

He, belo-horizontinos e quejandos, estamos governados por traidores!

Tanto que até o público espaço já não é mais espaço público...

Tanto que o espaço público já não nos pode ouvir...

Tanto que em breve seremos não tantos, de convir...

Tanto que todo dia outros mais se desencantam...

Tanto que há muito já o dizia o Chico...

Tanto que...  não: e o salário ooooh!

 

Klauss Athayde, 13/05/05

RG 10.314.924 SSP/SP



[1] ALCAIDE – substantivo masculino; 1 antigo governador de castelo, província ou comarca, com jurisdição civil e militar; 7 - Regionalismo: Rio Grande do Sul = cavalo de má qualidade; 8 - Regionalismo: Madeira. - pessoa ou coisa de cuja companhia ou posse nos queremos libertar a todo custo.

[2] MASTIM – substantivo masculino; 1 - grande cão para guarda de gado; 1.1 - Derivação: por extensão de sentido = qualquer cão de guarda; 4 - Derivação: sentido figurado. Uso: informal = agente de polícia; beleguim.

[3] ESTUMAR – verbo; Regionalismo: Brasil - transitivo direto; provocar, acirrar a ferocidade canina; Ex: passou a manhã estumando os cachorros.