não somos sérios

Prezada Pilar, [1]

Prezada (?)...

... enquanto difundirmos tais hipocrisias...

... mereceremos os governos que temos...!

Estive hoje pela manhã na reunião realizada com os/as diretores/as das escolas que ainda estão realizando reuniões pedagógicas com dispensa de alunos, mas infelizmente não pude ficar para o debate, por isso envio por e-mail algumas questões que gostaria de ter colocado:

Gerentes “democrático-populares” não se reúnem COM,

mas sempre e tão somente CONTRA...!!!

Elas/es entendem por discutir e/ou negociar, a imposição de suas soberanas vontades às massas eleitoras,

por já sufragados em maioria de 60% de bem enganados,

com o apoio inolvidável do PTB de Roberto Jefferson.

1) incomodou-me o fato de ter ouvido de você que "as escolas mais sérias buscaram e encontraram alternativas interessantes de organização de seus coletivos sem dispensa de alunos". Isto significa que nosso trabalho não é sério? Mesmo que tenhamos discutido com a comunidade e tentado, sem sucesso, construir alternativas de organização que nos permita manter uma proposta pedagógica na qual acreditamos? Quanto às alternativas interessantes construídas por outras escolas, as ditas sérias, infelizmente não temos notícias. O que temos ouvido das direções das escolas que suspenderam suas reuniões, é que as coisas estão muito difíceis: as pessoas insatisfeitas, as questões sendo resolvidas de forma atropelada, enfim...;

Colega eleita Diretora: ... se avexe não...

“as escolas(?)” ditas “mais sérias” só o são na ótica de quem o disse, aquelas/es que se submetem às malsinações político-interesseiras das/os que servindo ao

ParTido-dos-carguinhos (e também dos mensalões)...

A bem da verdade (não a minha, que ainda não as tenho), mas de todos aqueles estudiosos publicados,

não passam, estabelecimentos de ensino sem planejamento, de ajuntamentos de cidadãs/ãos sem propósito outro que transmitir informações (diretrizes) das elites dominantes escravagistas... submetem escravagismos aos dominados, através de escravos!

Terão que se libertar (a da Comunidade em que trabalho também), ou não passarão, NUNCA, de escravos!

2) Um dos espaços que acreditamos ser possível discutir esta questão foi a Conferência Municipal de Educação. Participamos, levamos propostas e colocamos uma alternativa que foi aprovada que é a de considerar 2005 como um período de transição e construir para os próximos anos possibilidades de ampliação do tempo de permanência dos alunos na escola e de manutenção dos encontros coletivos dos professores. Por que esta proposta é inviável? Por que não levá-la para o Conselho discutir e avaliar formas de implementar? Foi neste sentido que lutamos por uma conferência deliberativa. Não para invadir as competências do CMBH e do Poder executivo, mas para apontar diretrizes para ambos. Isto é ser democrático, sem ser irresponsável;

Enganaram-se, você e a grande maioria, ao pretenderem fosse a Conferência um espaço democrático...

Erramos, nós Profissionais da Educação, e a Comunidade (Alunas/os e/ou Responsáveis) ali representadas/os)!

 Não pretende a administração atual espaços e tempos democráticos de deliberações, que não aquele$ concernente$ ao$ seu$ intere$$e$, é o que nos dizem todas as mídias, há um mês.

Erramos, inclusive, ao pretendermos soberanas as deliberações daquele fórum. As suas resoluções, colegas (inclusive do nosso Sind-UTE), são desejos (caminhos) políticos a serem discutidos, e eventualmente instituídos normas, em e por outras instâncias políticas!

3) Quanto à proposta de remunerar os dias de reunião pedagógica: as escolas que mantiveram suas reuniões no primeiro semestre e decidirem repor o tempo dos alunos receberão esta remuneração, uma vez que já cumpriram o tempo de encontro coletivo?

NÃO PODE SER SÉRIA uma proposta de remunerar horas extras (ou horário noturno), como se fossem benefícios concedidos por este (des) governo...

Agora os getulismos assumem como suas eficiências?!

E serão coletivos (de todos?) como, SE voluntários?

4) Está muito difícil imaginar em que tempo faremos a reposição destes dias de reunião pedagógica de forma séria. A nossa escola, por exemplo (EMCDA), participou apenas de um período da greve e terá aula até o dia 15 de julho, com mais 02 sábados no segundo semestre. A SMED tem alguma proposta de reposição destes dias? Será que ao serem cobradas desta forma as escolas não estão sendo empurradas para o habitual "jeitinho"?

NINGUÉM tem que REPOR tempo já trabalhado...

a obrigação (SIM), de 800 horas em 200 dias de 4 horas é do Estado (Poder Público), NUNCA de quem já trabalhou as contratuais (Edital do Concurso) 22,30 horas semanais. Eentre 20% (vinte por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) do total da jornada, ... à preparação e avaliação do trabalho didático, ... às reuniões pedagógicas,

de acordo com a proposta pedagógica de cada escola”. [2]

5) A SMED já tem uma posição em relação ao Parecer do Conselho Nacional de Educação, no que diz respeito aos agentes culturais? Dependendo da forma de organização deste trabalho, os alunos continuam sendo tão prejudicados quanto com a dispensa. Será que é este mesmo o caminho para resolvermos esta questão?

Agentes culturais são “amiguinhos da escola”.

 Globais-plim-plons, e coniventes com os mandatários dos FMIsticos (dez)governos já corrompido$$$.

agentes culturais” –  é a novel fórmula de pagar bembem pouco – Outra forma de surrupiar aos necessitados as suas mais-valias, ação condizente com as oligarquias.

O caminho, substituir as obrigações do poder público? 

Talvez, só talvez, continue...  Klauss Athayde, 25/06/05; RG 10.324.924 SSP/SP; klauss@klauss.com.br; kathayde@bol.com.br

 



[1] From: TerezaRoc@aol.com; Message-ID: 146.483d347e.30047167@aol.com; Date: Mon, 11 Jul 2005 21:05:43 EDT.

[2] RESOLUÇÃO N.º 3, DE 8 DE OUTUBRO DE 1997(*) ou http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0397.pdf