PERTURBATÓRIOS INDEVIDOS...!

 

“Prezado Cícero e demais professores destas listas,

Reafirmo que a hipocrisia, por dos males maiores nos viventes da única espécie que a pratica, deve ser abolida da política (esta, também praticada por outros animais ditos superiores)... assim:

Desprezada Secretária (em triplo sentido!),

Neste impasse sobre negociar antes ou depois ou durante a greve, fui surpreendida por um fato que deixa claro que o sindute não quer mesmo negociar e talvez por medo que isto pudesse ocorrer, criou um fato na manhã do dia 30 para sepultar de vez as possibilidades de entendimento.

Não aprovo, como não aprovaria presente estivesse à deliberação por tal, que a terceiros houvesse prejuízos em decorrência de balas perdidas. Inda mais que são, todos os não ainda diretamente envolvidos, eventuais aliados. É das razões arroladas por alguns dos nossos aliados, quando no discurso contra a invasão do Iraque, num exemplificar. 

Pois, quem quer negociação e entendimento, não faz o que o sindiute fez.

As Convenções Internacionais sobre “limites” nas guerras só têm vigor, apenas vigem, durante os intervalos entre as diversas guerras... deve sabe-lo, deste historicismo.

Hoje, às 7:30 da manhã, quando eu me aprontava para ir trabalhar, fui surpreendida pelo barulho infernal de um daqueles breguérrimos carros de
som de aniversário, tocando a música do Chico Buarque "Vai trabalhar vagabundo". Como resido em um prédio antigo, ocupado na sua maioria por
pessoas idosas, fui ao interfone verificar com o porteiro o que ocorria, quando a música foi substituída por uma voz tenebrosa lendo um texto
rançoso e "velho" sobre a secretária de educação, em uma altura que se escutava por umas 4 quadras da minha residência.

P’ra lá de “breguérrimo”, bem... hei de convir...

Nem por só, contra sou, à aplicação aos eventuais aliados (contra os de(z)mandos da atual Administração munícipe), inda mais que dentre aqueles, tantos mais antigos que eu ou assaz jovens em seus sonos/sonhos, d’uns e d’outras. E nenhumas culpas lhes cabem, que não àquelas já arrependidas dos votos dados... estas até merecedores de alguma penalização, por tal e tanta burrice.

Por outra, as arautagens do Executivo Belo-horizontino atual, por bem mais de quatro quadras se fazem ouvir, nas globais mídias (com desejos de engolidas no agora, e em votos convertidas oportunamente), tudo com os NOSSOS tributos).

Entre o susto e a constatação do que acontecia, pude entender a lógica deste sindute:
rebaixar o nível para impedir qualquer humanidade entre as partes, agredir, invadir a privacidade das pessoas, atacá-las covardemente e ainda se fazerem de vítimas. O sindute diz NÃO ao diálogo civilizado,
diz NÃO a qualquer possibilidade de entendimento. Decretam uma greve quando as conversas sequer tinham embalado, desgastam as pessoas, desrespeitam a comunidade, usam artifícios baixos e cinicamente, dizem que querem "dialogar"...

As lógicas, em guerras, são as de beligerantes, díspares nos opostos entendimentos, reafirme-se!

Em que substancia diferem-se – os grevistas (dentre estes eu, grevista), o Sind-UTE/RBH em sua Direção Colegiada, as “perturbadoras” na madrugada, explicitamente a agredirem –, daquelas psíquico-traumatizadoras, que transmitem instruções e admoestações telefônicas, terrorismos televisivos, coações em instruções por boatos terceirizadores, coações por intimações não assinadas, cortes de salários (inda que legais, político-imorais), etc.?    

Usam uma conferência da cidade como se fosse uma assembléia da rede, e reclamam porque fomos honestos e dizemos que não iríamos assumir aquela
ato de autoritarismo de transformar um espaço do sistema em um espaço de uma corporação. Deturpam as propostas da secretaria, tentam impedir todas as vezes que estamos chegando a uma proposta. Desde dezembro de 2004 até hoje, não apresentaram NENHUMA  proposta diferente sobre as reuniões pedagógicas, insistem em levar a categoria a fazer uma greve contra uma lei federal (!), dizem que acabamos com as reuniões pedagógicas quando apenas pedimos o cumprimento da LDB e a não dispensa de alunos antes de cumpridas as 4 horas, mínimas, de aula por dia.

SE a Lei Orgânica determina que a data-base é maio, quem esta a agredi-la por não cumpri-la, invocando aberrrantemente uma nossa precipitação que se dá exatamente por anteposta às suas ilegais letargias???

Proposta diferente sobre as Reuniões Pedagógicas foi aprovada na III Conferência... mas esta, por oposta aos seus interesses pessoais-políticos, vocês democraticamente as renegam... como se fossem então maiores que a vontade da maioria...

Quando os elegeu, era soberana a vontade popular, como se numa convenção ParTidária... (certamente nunca influenciada por falsificações marqueteiras nas mídias)... então as massas não foram usadas... Quando divergem dos seus desejos e desígnios, são usadas, as delegações populares? 

(reservado às fundamentações legais não apresentadas)

Reafirmam-no vocês no mando temporário, a todo instante e oportunidade, as obrigações legais,

AS NOSSAS... A toda ação e oportunidade (aqui de oportunistas), AS DE VOCÊS, descumprem-nas...

Quero pautar minha ação em outros patamares, em outros níveis, não sou vítima nem algoz, nem do bem nem do mal. sou humana e por isto mesmo não usarei os métodos irracionais  de quem quer partir para a briga, a alienação, o ataque pessoal. Só caímos neste tipo de ação quando não sabemos ou não queremos conversar, e eu sei o que existe de mais humano em nós é a capacidade de ouvir o outro, de respeitar o diferente, desde que mantidas a dignidade e a humanidade de cada um de nós. Quando se perde o respeito pelo outro, quando a visão de alteridade não existe mais, qualquer diálogo é impossível.

As coações morais às jovens (de recém advindas e/ou de juvenis) PROFESSORAS na Educação Infantil, às quais anteriormente às malfadadas instruções ilegais (por usurpação de atribuições legais federais), derrogadas e derrocadas imoralmente pós-concursadas, nas “letras miúdas dos contratos”, que nunca lhes havia dito que trabalhariam nas férias e por período diferenciado dos demais docentes, ah... estes não são métodos irracionais nas relações trabalhistas... pelo contrário, são muito bem racionalizadas pelos fmísticos gerentes... atuais... do Partido dos Traidores...

isto sim, que é dignidade humana, não é aquela dita escravocrata, pela OIT, há mais de 50 anos.

Com este ato de hoje de manhã, o sindute enterrou toda e qualquer possibilidade de diálogo com a secretária.

Depois de todo tipo de ataques pessoais, de "baixarias", este sindute deixa claro que não tem proposta de educação, esta greve não é pela educação mas contra um governo.

É lamentável,

Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva”

Certamente é por isto a Promotoria da Infância e da Juventude não conseguiu falar com ninguém ontem... 

No meu entendimento esta greve NÃO É.

Nem contra um governo, nem contra os atuais de(z)governantes, pois greve seria parada na produção, contra os patrões... vocês não são nossos patrões, e sim por eles na governança...

Depois, a educação nunca se para... no máximo posterga-se a sua prática dirigida na Escola, adia-se a implementação do ano LETIVO (que outro não há), o que sempre (principalmente quando vocês em maioria dos nossos), não nos retaliavam o direito!      

'”Prezado Cícero,

Neste impasse, o sindicato também precisa manifestar espírito público, mas pelo contrário, só tem agredido mais e se afastado também das possibilidades de negociar...

Espalhar pela cidade que o governo não quer negociar é distorcer os fatos.

Espalhar que acabamos com as reuniões pedagógicas também é mentira, estamos seguindo a LDB e proibindo a dispensa de alunos, mas as reuniões pedagógicas são importantes e podem ser feitas dentro do 1.5 professor por turma; desde que respeitado também o direito do aluno as quatro horas diárias, no mínimo, de atividades escolares.

Queremos e vamos negociar, não significa que poderemos atender a todas as reivindicações da categoria.

Abraços,

Maria do Pilar”

Espírito público, hodiernamente, é aquele que se presta à subserviência aos mandantes no plantão?

Assim somente entendem aqueles que lhes prestam inestimáveis serventias, quer os intencionalmente se locupletando do$ no$$o$ impo$to$ (para se e para a máquina partidária), quer aqueles nos comodismos dos carguinhos, aquinhoados mal e parcamente tão quanto nós grevistas e não grevistas (por coação, e/ou por desvelo, e/ou por comodismo, e/ou... por razões até condizentes).

Durante qual governo a Reunião Pedagógica foi “oficializada”?

 A Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, só chegou à Belo Horizonte agora? Foi uma “caravana de sem educação” que a trouxe, a pé, de Brasília?

E o seu VALOR POLÍTICO de “Reunião Geral”, não mais se presta à serventia governamental?

 

Klauss Athayde, 20/05/05.

RG 10.324.924 SSP/SP

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