...já caístes, PequenoTrouxa...!

Por mail de... Lacaio Carlos Wagner Campos,

que dizem trabalhar(?) na GERED-Pampulha:

De Klauss Athayde, que serve no CIAC, e guerreia pela educação em todas frentes...

Caio nessa não, meu caro! Esse discurso hábil de quem tem fel na língua e intenções raivosas, não me pega.

Já caístes, trouxa... (pela prosopopéia desculpar-me-ia, mas não se fazeis digno de melhor alcunha...); ou sim, talvez melhor, reles inocente útil.

Fico aqui, talvez escondido, como um José no Egito, porque sei que a sanha dos que estão aí para tudo, tem espada afiada. Mas não deve ser difícil não, saber quem sou, é fácil me achar. Não sou nada importante, talvez até decepcionante. Estou mais para a paz e não quero briga com “cachorro grande” (por favor, não me entenda aqui por mal).

José no Egito”, certamente não é analogia a mais adequada, pois auscultando a história sabemo-lo um LIDER, o que muito à evidência não é o seu caso. Nem menos testa-de-ferro (talvez dedão gésseo, porquanto facilmente estilhaçável), que aqueles não se alçaram aos carguinhos por portadores de medíocres inteligências (salvo raras exceções).

Só estou de saco cheio de ver esse discurso emblemático do sindiute(sic) fechado há anos numa turra com o PT, do qual nem sou filiado, e de dizer agora, que é a favor, vejam só, da Escola Plural e da educação, quando na verdade, há tempos, era essa tão nobre idéia revolucionária, exatamente o alvo do sindicato. Tudo me parece mais uma ferramenta anti PT.

Estais de escroto repleto, credes verazmente, por certamente sê-lo? Ignorante até da recente evolução sindical, que anteriormente era uma extensão da articulação a que servi$, pelo público preço d’um carguinhozinho. Nem aqueles, e nem estes, os nossos atuais dirigentes do Sind-UTE Rede BH (o outro é parte do esquema), por não pedagógico-ignorantes, não foram e não são “anti-Plural”...

É só olhar para o lado e ver quem mesmo está a favor de batalhar pela educação. Estou vendo muita gente hoje fazendo discurso politicamente correto mas que na verdade (e, salvo aqueles muitos que hoje, chamados talvez de traidores, no papel que aceita tudo, ou nas faixas, e que são mesmo muitos no movimento) são pessoas elitistas e que acham que escola boa mesmo é a escola padrão particular, dando porrada o tempo todo no alunado que chega, sabe-se lá como, às escolas, nessas multidões de pobres que se encastelam nas escolas públicas, cheios de dificuldades, sendo comparados simplesmente a marginais e bandidos sem recuperação ou imbecis que não aprendem porque são cria da Escola Plural. Não me sinto, nem um pouco, representado enquanto categoria, nesse formato de luta que esse sindicato encaminha.

Noventas-fora, politicamente corretos éramos (que até eu, pasmo, por algum tempo fui) crédulos de que o discurso PolíTico daqueles antigos líderes era de esquerda, num sentido puro, qual ainda o entende, dentre os dirigentes sindicais, aquela parcela filiada a um dos poucos grupos políticos ainda filosófico-engajados no verdadeiro socialismo. Claro que não estou eu caligrafando a vós, pois do entendimento certamente escaparíeis. Como ainda não alcançastes, Carlos, qualquer mínimo conhecimento do que vos falo, e só mais não fazeis que demonstrar a vossa soberba ignorância política, não é a vós a que me dirijo. Obvio que estou a espicaçar a quem servis, na ínfima condição de ignóbil lacaio subserviente. Ademais, bem o demonstrais, mesmo não representado, se beneficiais de todas as benesses alcançadas... Renunciaríeis, a elas então?

Não me caibo nessa retórica. A complexidade dos contextos políticos (sem querer ser dono de qualquer verdade) são (sic) muito mais perversas do que quer dar conta esse discurso de classe ultrapassado. Queria ver, te juro, esse PSTU no governo, essa Heloisa Helena presidente. Seria muito interessante ver esse povo lidar com as garras assassinas do capitalismo internacional tão fundas e presas há séculos em nossa ”pele/nação”. Será que esse discurso tão fácil, como o está provando agora o governo petista, vai dar conta do recado? Enfrentar tão facilmente o FMI, fazer política social sem dinheiro só porque tem vontade política?

É bem possível que quando (e se) alcançarmos postos executivos, quer os filiados ao PSTU (não falo por eles), quer outros por novéis caminhos, venhamos a errar. Somente têm medo de errar os que não querem aprender. São estes, dentre os quais vos incluís, que, ao não contestarem as verdades, permanecem escravos. Da servidão física é até fácil escapar, dês que não subjugadas as mentes, lavadas da própria vontade pelas mídias cujos espaços tão bem são econômico-politicamente comercializados pelas muitas globalizantes vontades econômico-escravocratas. Absolutamente gratuita e incoerente vossa pseudo-inclusão subseqüente...

Sei não, meu caro Klaus (sic). Talvez, como lembra o seu nome, seja melhor apostar no CAOS, e ficar dizendo para as educadoras recém contratadas que elas devem fazer greve, e que o governo vai voltar atrás e negociar, numa irresponsabilidade magna. Porém, acho que os tempos das lutas à base de confrontos corpo-a-corpo, como na idade média já tenha passado. Te conheço sim e respeito, até onde discordo dos métodos dessas táticas de sindicalismo anos 70, onde o inimigo era a ditadura assassina. Estão confundindo tudo. Você bem sabe do que estou falando. Talvez esteja somente fazendo um jogo onde quem vai ganhar é a beleza de trazer tudo para o campo jurídico, leis e leituras de lei e suas interpretações.

Ser-vos-ia eu caro; a vós? Não me parece adequado o vocativo, por entendê-lo invectivo, de vós oriundo!

Inexistem, ignóbil assecla, as tais educadoras recém contratadas. As novas colegas PROFESSORAS(ES) na Rede de Educação Infantil, concursadas e não contratadas (com as mazelas da terceirização), foram engambeladas em má fé por este governo FMInista, aproveitando a conjuntura empregatícia, inclusive e dolosamente sob cláusulas que somente após elas(es) empossadas(os) vieram à luz, como conveniente a todo contratador medieval, este sim. Quanto às táticas sindicalistas dos “ensombreados” anos 70, ou vós não os vivestes, ou ainda não vives? A forma de combate-las se renovará agora sobre o mando dos títeres de plantão, ou estais cego?

Não me seduz mais essa ditadura da maioria, das assembléias onde quem fala é carta marcada, onde quem discorda é expulso ou vaiado, onde os que discordam essencialmente dos rumos, são chamados de traidores. Fico aqui sim, com medo da guerra doida, e não quero ser retalhado por não acreditar na ditadura das assembléias, nem em enterros pífios de autoridades em praça pública, onde parar o trânsito e incomodar transeuntes e motoristas parece ser politicamente correto, e fazer proselitismo com o povo, dando braços à imprensa retrógrada mineira parece ser o reflexo necessário da indignação que não devemos perder.

Eis que, se vos désseis às nobres tarefas de perquirir e fruir a legislação concernente (obrigação ademais de cidadão, mormente quando ao serviço público), bem poderíeis saber que “o ilegal não pertence ao mundo jurídico”. Assim como, sendo a sociedade democrática qual um gigantesco condomínio, impõe-se às minorias as vontades então vencidas. Afinal são poucos os que aderem à greve (como querem vossos barões), ou são a maioria, como afirmais? E, politicamente, todo ente que nega, por quaisquer formas, seus princípios antecedentes, nada mais é, a não ser o ser traidor. E, qual imprensa? Há outra, que aquela paga pela propaganda oficial?

Onde está a liberdade dos que não querem a Greve como único modo de negociar mas são obrigados a ficar parados porque pertencem a uma categoria? Greve, no meu entendimento, é último recurso. É esgotamento de negociações e de táticas. O que tem ocorrido em Belo Horizonte é a Greve como produto final de uma categoria. Paralizar (sic) às custas do patrão é mesmo muito fácil. Quero ver muitas dessas pessoas que gritam “É greve”, fazendo esse discurso se trabalhassem nas escolas particulares ou em outros setores privados, fazendo 18 dias de paralisações por ano, pagando mal e porcamente os dias paralisados, deixando os alunos achando que fazer política cidadã é achar bonito ver seus professores pararem o dia inteiro quando muitas vezes a assembléia é em um turno só. A comunidade é sempre comunicada por último, e ela não é idiota, sabe que está sendo enganada. Até quando eu não sei.

A liberdade de querer, como a de não, tem custos... toda liberdade, na sociedade democrática, é resultante da divisão da liberdade individual, pelo universo de todas as demais liberdades... Vassalo: meu patrão é o povo... o vosso é o alcaide-gerente-mor...  Aliás, bem o deveríeis saber, nem bem greve fazemos. Greve é paralisar a produção. A produção do conhecimento só os néscios (conheceis algum?) entendem interrompível (sabei: este um princípio plural). O que se posterga é a atividade escolar. Depois, infelizmente, é retomada e complementada. Quando tivermos a coragem (e os recursos financeiros adequados) será possível parar nossa produção – e o ano letivo não será encerrado -; então, a sociedade se preocupará com a qualidade da educação pública, da qual faz parte a remuneração condigna dos servidores. Mal e porcamente, assim o dissestes...? Deveis estar frente ao vosso ao espelho!

Disto sei!

Fico por aqui.

Carlos Wagner

 

PS: quando digo de sindicato em campanha eleitoral, por favor, sem sofisma. Você sabe muito bem do que estou falando.

Não fico por aqui, no sono letárgico da ignomínia... ... pois, pelo menos tem nome... já progrediu!

 

PS: sim, sei do que falais... não sabeis, nenhures, o que falais... o sindicato somos nós, e nós, com o nosso estamos em greve... inclusive por vós!

Klauss Athayde, 22/05/05

RG 10.314.924  SSP/SP

Obs.: favor informarem-me os filólogos alguma incorreção no vernáculo, mormente quanto à 2ª pessoa do plural... que estou a reestudá-las.